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sábado, 19 de janeiro de 2019

JÁ CHEGOU MENSAGEM DELE




No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. No era truque, isto ecziste. 

Estoy de castigo, tengo que repetir esto por toda eternidad.



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domingo, 13 de janeiro de 2019

OS TUK-TUKS DE HAVANA


Pois então, ó pá. Não é novidade que o Tuk-Tuk encontrou em Portugal um habitat tão natural quanto sua Tailândia nativa. Pode-se dizer que ele está para Lisboa da mesma forma que o metrô está para Londres.
Raúl Castro que o diga, até porque testemunhou de perto essa realidade, nas recentes férias que gozou na capital lusitana.
Sabe-se lá por que estranhos circuitos neurológicos, os tuk-tuks dispararam na cabeça de Raúl uma improvável associação entre um problema premente de Cuba e outro da Venezuela.
No caso de Cuba, o lixão a céu aberto formado pelos carrões rabo-de-peixe anos 50, do tempo do Fulgencio Batista, que inexplicavelmente continuam rodando por Havana.
Já na combalida economia venezuelana, um cafezinho custa o equivalente a 3.000 litros de gasolina. Mesmo com o aumento de 6.000% no preço dos combustíveis decretado pelo Maduro em 2016, abastecer com 50 litros de gasolina aditivada o tanque de um Thunderbird, um Cadillac, um Plymouth ou um Bel-Air custa apenas R$1,20. Imagine quanto custava antes dos 6.000% de reajuste… é de se supor que o frentista oferecesse dinheiro a quem parasse para completar.
E foi ali, entre um pastel de Belém e um cálice de Ginjinha, que ocorreu ao maninho de Fidel o luminoso estalo. Alguns agentes da revolução se infiltrariam entre os fabricantes de tuk-tuk portugueses, trariam o know-how para Cuba e o governo de la isla se encarregaria de desativar algumas manufaturas de charuto para nelas instalar unidades de produção de tuk-tuks em larga escala – diretamente exportadas para o mercado venezuelano.
Uma vez na Venezuela, os tuk-tuks seriam encaminhados a parques fabris para a instalação de buzinas, onde a mão de obra utilizada seria 100% composta pelos médicos cubanos do extinto “Mais Médicos” brasileiro. Tal contingente, até o momento com uma mão na frente e outra atrás, seria “contratado” por Maduro e sua turma a 10 pesos/mês, sendo 2 pesos pagos ao médico e 8 retidos na fonte para envio a Cuba. Claro que essa triangulação logística para colocação de vuvuzelas bolivarianas seria dispensável, não fosse o empenho de Cuba em descobrir algum estratagema que desse continuidade à rentável entrada de recursos que o “Mais Médicos” proporcionava, no tempo das dilmas gordas.
Orgulhoso de sua perspicácia, Castro mandou ordens ao pau mandado que entrou em seu lugar para que seguisse à risca o plano arquitetado em meio às vielas lisboetas, sob risco de destituí-lo sumariamente caso se recusasse a colaborar.
Assim, a Venezuela, que tem gasolina saindo pelo ladrão, ficaria com os Bel-Airs e Thunderbirds e Cuba com os tuk-tuks. Faz sentido. O jeitão turístico dos tuk-tuks combinam muito mais com as belezas naturais de Havana do que aquelas imensas barcas enferrujadas e anacrônicas, sem peças de reposição e média de consumo de 500 metros por litro.
São vários os planos da Venezuela para utilização da sucata automotiva, além do mercado interno. Antes mesmo de implementada a ideia, fontes ligadas ao governo do bigodudo Nicolás já dão como certa a venda de um lote de 75 Oldsmobiles ano 1954 à cúpula do Partido dos Trabalhadores brasileiro – que há pouco teve de se desfazer de sua frota de Audis e Mitsubishis para saldar dívidas da milionária campanha de Haddad à presidência.
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Imagem: car-from-uk.com

sábado, 5 de janeiro de 2019

DESCOMPASSO EM ULTRA SLOW



No carrilhão da vó, o tic nitidamente mais audível que o tac. Parece sístole e diástole, um mais forte e outro mais fraco. Espelho que se esparrama e transcende frente a mim. Marca de expressão entre o nariz e a boca me faz virar um boneco de ventríloquo. Bobo da corte de um reino tolo, a se fazer de conta. 

" Pirulito que bate bate, pirulito que já bateu", ir atrás da origem disso é marcar touca, e talvez marcar touca não seja o que sempre pareceu. Vindas pela esteira, em linha de montagem, surgem em variadas cores e estampas para serem marcadas pelo pincel atômico. Acrescentar nexo aos poucos, para não empelotar e desandar toda a massa. Ao Bob a esponja, como diriam os antigos.

Olhar pousa em veio de mogno, mesa de contratos e arranjos, batizados e ceias a se perderem na bruma. E uma novilha eis que muge, em origamis galácticos.

Lágrimas de antes tarde ou quase nunca definitivamente não caem do nada - por alguma razão se está e se é assim ou assado. Livre arbítrio é livre abutre, let it be.

Assim falou Nicodemos, envolto em filós dourados. Havendo ou não semelhança com fatos ou faces reais, fique você à vontade para entender como quiser.


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Imagem: https://br.vazlon.com/relogio-carrilhao

sábado, 29 de dezembro de 2018

PODE ESCREVER!






Lista de resoluções de Ano Novo - 2016
- Perder peso (de 100, diminuir para, pelo menos, 80).
- Entrar em uma escola de idiomas para aprimorar segunda língua.
- Parar de engolir sapo no trabalho.
- Planejar viagem para a Europa.
- Correr 10 km por dia.
- Desativar perfil do Orkut e criar conta no Facebook.



Lista de resoluções de Ano Novo - 2017
- Perder peso (de 110 diminuir para, pelo menos, 100).
- Aprimorar a segunda língua, com curso grátis na internet.
- Mandar o patrão à merda e comprar uma franquia.
- Planejar viagem para Buenos Aires.
- Correr 3 km por semana.
- Abandonar o Facebook.



Lista de resoluções de Ano Novo - 2018
- Perder peso (de 128 diminuir para, pelo menos, 110).
- Aprimorar a segunda língua, assistindo a Oprah sem legenda.
- Tentar vender a franquia e, com o dinheiro, ser franqueado de outra marca e outro mercado.
- Planejar viagem para Itaquaquecetuba.
- Caminhar após as refeições.
- Abandonar o Instagram.



Lista de resoluções de Ano Novo - 2019
- Anunciar esteira, bike ergométrica e balança no Mercado Livre.
- Iniciar o aprendizado da terceira língua, já que a segunda eu não começo nunca mesmo.
- Passar o ponto onde funcionava a franquia e, com o dinheiro, começar a pagar o estoque encalhado para o franqueador. 
- Promoção "Viagem dos seus sonhos": preencher os cupons e depositar na urna do supermercado.
- Consultar o "Reclame Aqui" sobre aparelho de ginástica passiva.
- Abandonar o Tinder.




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domingo, 9 de dezembro de 2018

ARQUIMEDES E ISAC - VERSÕES ESTÚPIDAS




ARQUIMEDES

Pressentindo uma certa catinga de sovaco – consequência de suas intermináveis andanças sob o sol ardente de Atenas, Arquimedes recolheu-se à sua casa para um banho relaxante, em sua banheira de mármore de Carrara.

Antes que estivesse submersa sua volumosa barba, a água morna já entornava pelas beiradas para ensopar o piso.

Então veio a iluminação, que depois virou princípio: “Todo corpo mergulhado num fluido, e cujo fluido transborda, é sinal que quem transborda na verdade é a gordura desse corpo, que precisa ser eliminada ou diminuída para que venha a caber no recipiente - seja ele bacia, banheira, ofurô ou mesmo piscinas, em casos extremos”. O princípio não se aplica se, e somente se, ao invés do corpo ser mergulhado em fluido, este mesmo fluido venha a recobrir o corpo previamente instalado no recipiente. Desta forma, observa-se que a água, conforme enche o recipiente, vai envolvendo o corpo sem risco de transbordamento, a menos que se esqueça a torneira aberta.

O agudo senso investigativo do matemático estabeleceu também que o fenômeno é rigorosamente o mesmo independente da temperatura da água, e se esta é ou não tratada com cloro e flúor ou contenha sais de banho.

Uma vez observada e comprovada na prática, a descoberta encheu o sábio grego de orgulho, que pôs -se a gritar “Eureka!” por toda Atenas e arredores. Tamanho foi o esforço e o consequente gasto calórico produzido pela corrida que Arquimedes pôde mais uma vez constatar a validade do seu achado, já que a banheira não derramou água após a perda de peso do banhista com a maratona comemorativa.





ISAC

A letargia pós-refeição, que começou com uma porçãozinha de azeitonas e terminou com um licor café, levou Newton à frondosa macieira. A queda de uma maçã em sua cabeça foi o estopim para o estalo genial: o despertador concebido para as sestas vespertinas. 

Havia, porém, um obstáculo sério a ser contornado. Nem sempre a maçã prestes a despencar estaria na direção da moleira do dorminhoco, o que comprometeria a eficácia do invento. Foi quando o engenhoso Isac imaginou um funil de zinco envolvendo toda a copa da árvore e desembocando na cabeça do indivíduo recostado ao tronco. 

Mas nem tudo estava resolvido, já que o despertador só funcionaria em época de maçãs maduras. Ou seja, o sujeito não conseguiria despertar nos períodos de entressafra da fruta. 

Dessa vez, o desafio foi maior que o talento de Isac. Morreu pensando em um jeito de resolver a questão a contento. 





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sábado, 1 de dezembro de 2018

LUA, MINGUANTE LUA




Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade. Tinha instruções de Houston para falar pausadamente, com boa dicção.

Quanta xaropada chapa branca. Frase de efeito, só retórica para humilhar os russos. Mas vai amanhã mesmo para todos os jornais e enciclopédias. E eu vou assumir a autoria dessa imbecilidade. Terra, sua insignificante poeirinha cósmica, você parece ainda mais desprezível vista daqui de cima, sabia?

Posso até imaginar os bilhões de habitantes dessa bola azul flutuante, comemorando o feito das formas mais tolas possíveis. As champanhes que certamente estão ainda estourando na NASA, transbordando sobre os painéis de controle que podem entrar em curto a qualquer momento e me levar dessa pra melhor. 

E pipocam mais e mais as teorias da conspiração. Que a bandeira na lua não poderia estar tremulando pois aqui não venta, que a sombra que incide não sei onde não teria como estar batendo ali, etc, etc. Imagino daqui a uma semana o que já não terão inventado...

Estou cagando e andando, sendo que andar em território lunar é bem mais fácil, menos cansativo e menos perigoso que a outra atividade. Caminhar sem gravidade é uma delícia libertadora. Dar vazão ao número 2, uma aventura guiada por detalhadas instruções. 

Mas evitemos elucubrações escatológicas, que não é hora para isso. Não combina nada com o sentimento de orgulho americano. O fato é que perdi o sono depois da descida do módulo e dessa caminhadinha besta. O melhor da festa é esperar por ela, e no meu caso foram anos de espera, treinamento duro, sacrifícios familiares, centenas de milhões de dólares investidos pelo governo. Mas chegando aqui... cadê a emoção, o sentimento de conquista?

Não estou sentindo isso, não. O feito já não é novidade, mais algumas horas terrenas e todos os jornais do mundo, que estampam minha cara coberta pelo capacete, já estarão embrulhando taças de cristal em caminhões de mudança. 

Meus dois colegas dormem a sono solto, e nem por sonho julgariam possíveis essas minhas cogitações. Nesse instante, aprofundo a respiração, tento controlar os batimentos cardíacos e - quem diria - conto carneirinhos. Para ver se embalo e esqueço um pouco desse tédio insuportável. 



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sábado, 24 de novembro de 2018

DRONE DELIVERY



Sim, tudo mudou, permanecerá mudando e trará transformações ainda não suficientemente dimensionadas pelos antropólogos de Helsinque. Entretanto, as oito horas regulamentares de sono continuam necessárias, e ainda não inventaram um aparelho indutor da fase REM com 100% de eficácia comprovada em testes clínicos. Mas como os carros são autônomos, pode-se cumprir boa parte dessas horas a caminho do trabalho, com cobertor, travesseiro e máscara de dormir, no banco de trás.

Os carros autônomos são quase todos elétricos, e com eles o procedimento é o mesmo que se tem com os celulares - basta ligá-los na tomada e deixá-los carregando ao longo da madrugada para que logo no começo da manhã estejam com carga máxima e prontos para a faina diária. 

Os postos de combustível aos poucos vão sumindo da paisagem, para darem lugar a grandes estacionamentos com totens de carga elétrica rápida, para os distraídos que esqueceram de abastecer o carro na garagem antes de saírem de casa ou para os que acabaram rodando mais que o previsto. Quiosques de fritas e de casquinhas do McDonald's amenizarão a angústia dos intermináveis quinze minutos de espera. 

A expectativa para os próximos dois anos é que mais e mais pessoas troquem seus carros movidos a combustível fóssil pelos modelos elétricos. Para os próximos quatro anos, prevê-se o sucateamento de toda a geração anterior, de veículos híbridos eletricidade/gasolina. Para os próximos sete anos, a previsão é de que os carros elétricos não precisarão mais ser carregados porque não terão que sair de suas garagens, já que muito provavelmente os seus proprietários estarão dispensados de deixar suas casas para trabalhar.

A gigantesca malha de transporte urbano e as rodovias federais, estaduais e municipais perderão sua função repentinamente, e concursos serão criados nas comunidades para que se deem a elas alguma finalidade, pois interligarão nada a lugar nenhum.

Alternativa alguma de curto prazo será encontrada para substituir a queda de arrecadação de IPVA, de pedágios e de tarifas cobradas nos transportes coletivos, o que irá acelerar a ruína de todos os caminhos possíveis e imagináveis. A malha asfáltica abrirá fendas e buracos imensos, que não se consertarão por falta de verba. Neles o mato crescerá e jamais será carpido, igualmente pela escassez de recursos das prefeituras e concessionárias de rodovias. 

Mas a população, ou a minoria de pessoas que ainda dispuser de algum dinheiro após o caos, poderá ficar tranquila: tudo o que precisarem será entregue por drones da Amazon, no conforto de seus lares. O pagamento dispensará cartão, ficando a critério do cliente a utilização dos sistemas de reconhecimento de íris ou a biometria. Caso queira, o consumidor poderá adquirir o próprio drone do Delivery, se tiver o que fazer com ele. 




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Esta é uma obra de ficção